Sobre a TECHO
A TECHO nasceu no Chile, em 1997, com uma missão fácil de compreender e difícil de realizar: contribuir para que famílias em situação de pobreza tenham acesso a moradias dignas e seguras. O problema era urgente. Em diferentes regiões da América Latina, milhares de pessoas viviam sem infraestrutura adequada ou acesso regular a serviços básicos. A desigualdade habitacional não aparecia apenas na qualidade das casas. Ela afetava a saúde, a educação e as oportunidades disponíveis para comunidades inteiras. Desde o início, a TECHO decidiu trabalhar junto com essas pessoas. Sua proposta não se limitava a chegar a uma comunidade com uma solução pronta. A organização buscava compreender as necessidades locais e construir respostas com a participação dos próprios moradores, criando condições para que as melhorias pudessem continuar ao longo do tempo.
O trabalho cresceu. Hoje, a TECHO está presente em 19 países da América Latina e também mantém atuação nos Estados Unidos e na Europa. A expansão reuniu voluntários, profissionais, parceiros e comunidades em torno de um objetivo comum. As moradias continuam sendo uma parte importante dessa trajetória. Mas não são a única. A organização também participa de iniciativas voltadas ao acesso a serviços básicos e à melhoria da infraestrutura comunitária. Seus projetos podem envolver ações relacionadas à saúde, ao trabalho ou à educação, conforme a realidade encontrada em cada localidade. Cada comunidade traz um contexto diferente. Por isso, a operação da TECHO precisa combinar uma visão regional com capacidade de adaptação. O propósito permanece o mesmo: fortalecer direitos e contribuir para a construção de sociedades mais justas, nas quais viver com dignidade não seja privilégio de poucos. Essa presença ampla também cria desafios internos. Equipes distribuídas por diferentes países precisam de processos claros e ferramentas que acompanhem a velocidade da organização. Quando a administração se torna lenta, o impacto chega a quem está na ponta.
Quais desafios a TECHO enfrentava com as folhas de pagamento?
Antes da Runa, a TECHO dependia de um escritório contábil para administrar as folhas de pagamento. O modelo funcionava, mas trazia limitações. Cada cálculo exigia o envio de informações para terceiros, seguido por períodos de espera e novas conferências. Quando surgia uma correção, o processo precisava percorrer o mesmo caminho outra vez. “Cada cálculo levava tempo demais e acabava travando nossa operação diária”, explica Andrés Márquez, assessor de Pessoas e Cultura. A demora era o principal problema. A organização trabalha em um ambiente dinâmico, no qual equipes e necessidades podem mudar rapidamente. Mesmo assim, a folha seguia um fluxo pouco flexível e dependente da disponibilidade de um prestador externo. O custo também pesava. A TECHO investia em um serviço que não entregava a velocidade nem o nível de controle de que a operação precisava. Além de aguardar os cálculos, a equipe interna tinha pouca autonomia para consultar ou corrigir informações.
Tudo levava mais tempo. Em uma organização com presença regional, atrasos administrativos se acumulam com facilidade. Uma pendência local pode exigir a participação de várias pessoas até ser esclarecida, especialmente quando os dados não estão disponíveis em uma única plataforma. “O processo era lento e pouco flexível para uma organização que precisa se mover rápido”, afirma Andrés. A dependência de terceiros também dificultava o acompanhamento da equipe. A área de Pessoas e Cultura precisava de uma visão mais direta sobre os dados e de maior liberdade para agir quando surgisse uma mudança. Ficou claro que o modelo anterior havia chegado ao limite. A TECHO precisava de uma solução que acompanhasse a complexidade da operação sem acrescentar novas barreiras.
Em quais aspectos a Runa ajudou?
A Runa permitiu que a TECHO reunisse a gestão das folhas de pagamento em uma única plataforma. Foi uma mudança estrutural. A equipe passou a consultar dados atualizados e realizar cálculos automáticos sem depender do mesmo fluxo de espera que existia antes. O processamento ganhou uma sequência mais clara, reduzindo o esforço operacional da área administrativa. As informações dos colaboradores também foram centralizadas. Em vez de trabalhar com bases separadas, a organização passou a contar com uma fonte única para acompanhar os registros necessários. Isso trouxe mais visibilidade sobre cada processo e facilitou a identificação de alterações realizadas ao longo do tempo.
A rastreabilidade melhorou. Quando uma informação precisa ser verificada, a equipe consegue localizar o dado e entender o que aconteceu sem reconstruir toda a história por meio de mensagens ou arquivos. A geração das folhas passou a exigir poucos passos. Caso surja uma correção, ela pode ser feita com rapidez, sem reiniciar um processo longo com terceiros. Isso devolveu autonomia à equipe. A plataforma também eliminou a necessidade de inserir manualmente determinados registros no portal do Seguro Social de Saúde do Peru, conhecido como EsSalud. Uma tarefa repetitiva deixou de ocupar tempo em cada ciclo. O resultado foi uma operação mais direta. A equipe administrativa consegue processar as informações e resolver ajustes sem transformar cada mudança em uma sequência de solicitações. A área de Pessoas e Cultura, por sua vez, ganha mais tempo para acompanhar as necessidades da organização. Em uma instituição voltada ao impacto social, esse tempo importa. Quanto menos energia é gasta com processos lentos, maior é a capacidade de apoiar as pessoas que tornam o trabalho da TECHO possível.
Por que escolheram a Runa?
A operação da TECHO não segue um único formato. A organização precisa administrar registros patronais diferentes e lidar com folhas processadas em periodicidades distintas, incluindo pagamentos semanais e quinzenais. Também existem particularidades nos modelos de contratação e remuneração.
Uma plataforma rígida não resolveria o problema. A Runa foi escolhida por oferecer flexibilidade para reunir essas necessidades no mesmo sistema. Processos que antes exigiam ferramentas separadas e coordenação adicional passaram a funcionar em um ambiente centralizado. A facilidade de uso também fez diferença. A equipe da TECHO é diversa e está distribuída por diferentes localidades. Nem todas as pessoas possuem o mesmo nível de familiaridade com ferramentas de folha, portanto, a plataforma precisava ser compreendida sem treinamentos excessivamente longos. A adoção aconteceu com mais leveza. A estabilidade técnica trouxe confiança para uma atividade que não admite interrupções. Quando chega o período de pagamento, a equipe precisa saber que a plataforma estará disponível e que os cálculos poderão ser concluídos. O suporte completou essa experiência. A TECHO valoriza a rapidez das respostas e a proximidade da equipe da Runa. Quando surge uma dúvida, o atendimento acompanha o contexto e ajuda a resolver a situação no momento em que ela realmente importa. Isso evita paralisações. Com a Runa, a organização passou a gerenciar as folhas de pagamento com mais controle e menos dependência de coordenações externas. Os processos se tornaram compatíveis com uma equipe distribuída e com diferentes realidades locais. A administração ganhou agilidade. A missão continua enorme. Agora, os processos internos ajudam a sustentá-la.
BR
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